
Na noite de 14 de outubro de 2026, a Câmara Municipal realizou uma audiência pública para tratar de um problema que tem tirado o sossego de muitas famílias de São José do Rio Claro: a falta de água. Água é essencial para todos nós, e a nossa população espera um serviço com mais qualidade, mais respeito e mais responsabilidade da concessionária Águas de São José, do grupo Aegea.
A audiência atendeu ao Requerimento nº 061/2026, da vereadora Maria Santiago, autora do pedido. Como presidente da Câmara, fiz a minha fala inicial e passei a ela a condução da audiência.
Fizemos a audiência dentro do bairro
A ideia inicial era fazer a audiência na Câmara. Eu fiz questão de levar para dentro do Jardim Rio Claro, o bairro mais atingido, para que ninguém tivesse a desculpa de que era longe. O espaço foi cedido pela 18ª CIPM, da Polícia Militar, a quem agradeço na pessoa do tenente-coronel Gleison. É o mesmo bairro para o qual já garantimos R$ 7 milhões para o asfalto, e o povo de lá merece também água na torneira.

Na sessão da Câmara, o morador não tem esse espaço para falar. Como eu disse na abertura dos questionamentos, a audiência pública existe para isso: “pra dar voz ao povo”.
O que foi colocado na mesa
A pauta tratou da falta e da interrupção do abastecimento em vários bairros, com atenção especial ao Jardim Rio Claro, dos investimentos da empresa, da manutenção e troca das redes que vivem rompendo, dos vazamentos e da necessidade de um canal de atendimento local que funcione de verdade.
O próprio representante da concessionária apresentou o dado de cerca de 180 registros de falta de água em três meses só no Jardim Rio Claro. A agência reguladora, a AGIRF, informou que lavrou um auto de infração pelo desabastecimento do bairro.

Os moradores falaram, e foram ouvidos
Os colegas vereadores fizeram cobranças firmes, e os moradores contaram o que vivem em casa: dias seguidos sem água, água com lama saindo da torneira, pressão baixa nos fins de semana e contas que não batem com o consumo. Cada relato desses é uma família que sofre. Chamei várias vezes quem estava na plateia para usar o microfone, porque era a hora deles.

Minhas cobranças à empresa
Perguntei quanto a empresa arrecada por mês no nosso município. O representante não tinha o número e se comprometeu a enviar. Com cerca de seis mil ligações na cidade, a conta é simples: a empresa arrecada o suficiente para atender a nossa população o dia inteiro, e não só meio período. Hoje o atendimento presencial vai das 8h às 13h, e muita gente deixa de ir lá questionar um talão para não perder meio dia de serviço.
“Então eu acho que essa empresa ganha muito bem pra atender nosso povo meio período, porque as pessoas tem que escolher ou falta no serviço ou vai atrás dos seus direitos na Águas de São José.”
Também cobrei uma explicação sobre o fundo social citado na audiência pública anterior. Se esse recurso existe, ele pode ajudar, por exemplo, a doar caixa d’água para as famílias que não têm condições de comprar, como sugeriu o vereador Marcos Junior. A empresa ficou de verificar.
Defendi ainda que o contrato com a concessionária, que é de 2008, seja revisto com urgência, e coloquei a Câmara à disposição: os vereadores podem contar com a assessoria jurídica da Câmara, junto com a da Prefeitura, para cobrar essa empresa. Aproveitei para cobrar também a coleta de lixo, que é outra questão de saúde da nossa gente. O secretário de Planejamento, Sunely Moreira dos Santos (Baiano), informou que o prefeito determinou a compra de um novo caminhão de lixo.
O prazo é de 60 dias
Ficou acertado que a empresa vai dar uma resposta em 60 dias sobre poços, outorgas e a melhoria da vazão de água. A Prefeitura, pelo secretário Baiano, assumiu o compromisso de cobrar o cumprimento do contrato e aplicar as penalidades previstas. Nós vamos acompanhar esse prazo de perto.

Agradeço a cada morador que saiu de casa para participar. Eu queria que tivesse ainda mais gente lá expondo as suas dificuldades, porque a Câmara não executa obra nem serviço: o nosso papel é ser a voz de vocês e cobrar. Essa parte nós estamos fazendo, e com a ajuda da população a cobrança fica mais forte.


